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Recém-nascido

FLORESCE UMA VIDA

 

Após o parto e antes de sua alta hospitalar, você receberá visita de uma auxiliar de enfermagem da Secretaria Municipal da Saúde (procedimento pelo SUS). Ela agendará a primeira consulta do seu recém-nascido, o teste do pezinho e sua primeira consulta com ginecologista, após o parto, na U.B.S. mais próxima de sua residência. Lembre-se que o bebê é como uma plantinha nova: precisa ser cuidado para crescer forte e saudável. Não espere seu bebê ficar doente para ser avaliado pelo pediatra. Compareça sempre às consultas agendadas.

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• PUERPÉRIO – RESGUARDO

Os primeiros 40 dias após o parto chama-se puerpério, também conhecido como período do resguardo. É o tempo que o útero necessita pra voltar ao tamanho normal e a mãe se recuperar da gravidez e do parto. Por isso, é importante que você descanse e repouse várias vezes ao dia nas primeiras semanas após o parto. 

É esperado que neste período a mãe sinta um pouco de dor e de dificuldade para andar. Ocorre um sangramento vaginal parecido com a menstruação. Este sangramento irá diminuir e cessar, mas pode durar cerca de 6 semanas. Outra mudança no puerpério ocorre nas mamas que ficam doloridas e se enchem de leite. Pode acontecer leve depressão pós-parto: a mãe pode sentir tristeza, sensação de vazio e muita preocupação. Se persistir ou intensificar é recomendado que procure seu ginecologista para uma avaliação.

Todos estes sinais e sintomas são considerados normais no pós-parto. Contudo se aparecer febre ou forte dor em baixo ventre ou corrimento vaginal com mau cheiro ou sangramento intenso, você deverá procurar uma U.B.S. ou U.B.D.S. o mais rápido possível. E não falte à consulta com seu ginecologista, para avaliação do puerpério. Essa consulta deverá ser feita após 40 dias do parto. Mantenha a alimentação saudável, recomendada pelo seu médico.

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• ALEITAMENTO MATERNO

A primeira interação forte entre mãe e filho é o aleitamento. A criança amamentada recebe da mãe todos os nutrientes que ela precisa. O leite humano é composto por anticorpos, proteínas, vitaminas, sais minerais, gordura e água em quantidade balanceada para o seu bebê. É comum, pessoas leigas expressarem críticas de desencorajamento relacionadas ao aleitamento. Por isso, seja firme e insista em amamentar seu filho ou sua filha.

 

» Vantagens do Aleitamento

Não tem custo monetário, já vem pronto e na temperatura ideal e tem todos os nutrientes para seu bebê. Além disso, tem ação direta no útero ajudando que ele volte ao tamanho normal mais rapidamente. E diminui as chances da mulher ter câncer de mama e de útero.

 

» O que fazer para ter bastante leite?

Para ter leite em quantidade aumente a ingestão de líquidos, repouse o necessário porque o cansaço pode inibir a produção do leite, e ofereça o peito sempre que o bebê solicitar, pois quanto mais o bebê suga maior será a produção de leite.

 

• Algumas intercorrências

» Leite empedrado: o leite quando é produzido em grande quantidade pode se depositar no peito formando nódulos ou deixando a mama endurecida causando dor e até febre. Chamamos a isso de ingurgitamento ou leite empedrado.

 

» Trauma de mamilo: podem surgir ferimentos nos mamilos (bico do peito) e as causas são várias. A principal delas é a pega incorreta do bebê no peito. É necessário que ele abocanhe grande parte da aréola e não somente o bico. O tratamento da lesão é feito com o próprio leite materno e banho de sol. É necessário remover a causa do ferimento e tratar a lesão existente para aliviar a dor no momento da mamada.

 

» Desmame: caso você decida, por algum motivo, fazer o desmame, faça-o de forma gradativa, retirando um horário de mamada por vez. A mamada da noite e a primeira da manhã são as últimas a serem tiradas. E procure a enfermeira de sua U.B.S. para avaliação da técnica do enfaixamento a fim de diminuir a produção de leite.

 

OBS. IMPORTANTE: dor para amamentar não é normal. Se você sentir qualquer tipo de dor procure a enfermeira de sua U.B.S. para ajudar você. Peça na U.B.S. o seu livrinho sobre o cuidado com o peito.

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• OBSERVANDO E CUIDANDO DO SEU RECÉM-NASCIDO

É da responsabilidade da mãe e do pai olhar e cuidar do bebê. Descreveremos abaixo algumas intercorrências que podem surgir nos primeiros meses de vida de seu filho, sua filha.

 

» Icterícia - é a coloração amarelo/ esverdeada da pele e da parte branca dos olhos. Caso isso aconteça peça avaliação de um pediatra. Banho de sol é recomendado; escolha o horário da manhã até 10 horas.

 

» Assaduras - previne-se assaduras com a troca frequente das fraldas evitando o contato prolongado da pele do bebê com o xixi ou fezes. A higiene local é importante. Se ocorrer assaduras recomenda-se banho de sol a fim de cicatrizar as lesões. Evite o uso de lencinhos umedecidos.

 

» Cólicas - a maior incidência de cólicas se deve ao uso de leite artificial ou porque a criança engole ar enquanto mama. A criança fica inquieta e chorosa quando sente cólicas. Você pode ajudar de várias formas:

1) Colocando a criança para arrotar após cada mamada.
2) Fazendo exercícios com as pernas da criança flexionando-as em direção ao abdômen.
3) Colocando a barriga do seu bebê na sua barriga a fim de que seu calor passe para o abdômen da criança e alivie as cólicas.
4) Procurando ficar calma, compreendendo que não é grave e que será passageiro. A sua tranquilidade, vai ajudar seu bebê a ficar mais calmo.

 

» Umbigo (coto umbilical) - entre 10 e 14 dias o umbigo pode cair. Durante esse tempo você vai tratar o umbigo colocando somente álcool a 70% após o banho. Durante o banho lave bem a pele do umbigo, seque com a toalha e com o algodão. Em seguida passe o álcool a 70%. Apartir do 4° dia de vida do recém-nascido, peça uma avaliação da enfermeira para retirada do clamp a fim de facilitar a limpeza.

 

» Mal de Sete Dias ou Tétano Umbilical - É uma doença grave causada por uma bactéria. Umbigo mal tratado é uma das causas dessa doença. A prevenção é feita ainda na gestação com a vacina contra o tétano: deve se observar o cartão de vacinas da gestante para avaliar a necessidade de um reforço da vacina durante a gravidez. O umbigo do seu recém-nascido deve ficar limpo e seco para evitar tétano e outras infecções. Nunca colocar fumo ou teia de aranha no umbigo, nem enfaixar.

 

» Teste do Pezinho - Ao receber alta hospitalar, a mãe irá assinar um termo de compromisso, assumindo a responsabilidade de levar seu bebê em um posto de coleta, no prazo de 7 dias, de preferência em torno de 3 dias, para colher o teste do pezinho. Esse teste descobre duas doenças que podem causar deficiência mental: fenilcetonúria e hipotiroidismo, e também a anemia falciforme a fibrose cística. Caso a criança apresente uma das doenças fará um acompanhamento especial para ter seu desenvolvimento normal.

 

Fonte: Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto.  

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EXAMES 

 

» Teste da Orelhinha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória e gratuita a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha.

Essa lei é um grande passo para a prevenção de problemas na criança, pois pelo Teste da Orelhinha é possível detectar milhares de possíveis doenças. A deficiência auditiva é uma patologia muito comum entre os recém-nascidos, sendo encontrado de um a três casos de surdez a cada 1.000 nascimentos.

Esse número aumenta para até seis casos a cada 1.000 nascimentos se o bebê tem algum de fator de risco para surdez, como casos de deficiência auditiva na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros.

Só para comparação, o Teste do Pezinho é obrigatório nas maternidades desde 1983 no estado de São Paulo e desde 1992 em todo o Brasil e entre as doenças que esse teste detecta é encontrado 1 caso a cada 10.000 nascimentos.

Bem menos que a deficiência auditiva. Já estava mais do que na hora do Teste da Orelhinha se tornar obrigatório em todo território nacional.

Os benefícios – A população e o a Saúde Pública se beneficiam com a obrigatoriedade do teste da orelhinha. Até o mês passado muitos casos de deficiência auditiva que poderiam ter sido diagnosticadas logo ao nascimento só são detectados com três ou quatro anos prejudicando o desenvolvimento da fala e linguagem da criança assim como o desenvolvimento cognitivo e social.

Quanto mais cedo for detectada a deficiência auditiva, mais precocemente serão as intervenções realizadas. Um bebê que tenha um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte. Imagine uma criança que tenha detectado deficiência auditiva apenas aos 2 anos.

Pense no tempo perdido que ela deixará de desenvolver estímulos importantes para a fala, elemento imprescindível para a comunicação e socialização. Lembre-se que uma criança depende dos sons que ouve para esboçar as primeiras palavrinhas, inclusive o “mamãe” e “papá (papai)”.

Sem dor – O Teste da orelhinha não é dolorido, não precisa de injeções, anestesia ou colhimento de sangue do bebê. O teste é indolor, acontece com o bebê dormindo (sono natural) e não tem contra-indicações. É realizado no segundo ou terceiro dia de vida e consiste na colocação de um fone na orelha do bebê acoplado a um computador que emite sons e recolhe as respostas que a cóclea do bebê produz.

Não se esqueça, mamãe, de exigir da maternidade que escolheu para ter o seu bebê o Teste da Orelhinha. É um exame que beneficiará todo o desenvolvimento do seu filho.

 

» Teste do Olhinho

Teste do olhinho: fundamental para todos os nenês

Existem hoje em dia vários tipos de exames que são realizados logo que o bebê nasce, antes mesmo da alta hospitalar. São triagens neonatais que podem prevenir doenças e até mesmo detectar alguma alteração o mais cedo possível para evitar seqüelas mais graves.

O teste do olhinho (ou o teste do reflexo vermelho) é um exame que deve ser realizado rotineiramente em bebês na primeira semana de vida, preferencialmente antes da alta da maternidade, e que pode detectar e prevenir diversas patologias oculares, assim como o agravamento dessas alterações, como uma cegueira irreversível.

Ao contrário do teste do pezinho, que é super conhecido nacionalmente (até por ser obrigatório), os testes da orelhinha e olhinho são muito menos “famosos” entre os pais. A explicação para a pouca fama se deve ao fato de ambos os testes são realizados somente em alguns Estados e cidades do país.

Para alívio das mamães, o teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma “lanterninha”, onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo,

Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.

O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira. Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo.

Prematuros - Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.

O teste do olhinho pode ser realizado por um pediatra, mas se alguma alteração é identificada, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista para a realização de exames mais específicos.

Não deixe para depois – Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave seqüela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho.

O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano.

Dicas

A mamãe e o papai podem observar as fotografias de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.

Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.

A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.

 

» Teste do Pezinho

Teste do Pezinho: para todos os bebês!

O exame laboratorial, chamado também de triagem neonatal, detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Falemos numa linguagem mais simples. Esse exame é popularmente conhecido como teste do pezinho, pois a coleta do sangue é feita a partir de um furinho no calcanhar do bebê.

As mamães geralmente ficam com o coração na mão quando tem que levar seus bebês para o exame, pois estes normalmente choram. Mas por que a picadinha no calcanhar? O que as mães devem saber é que o calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos e a coleta do sangue é feita rapidamente com um único furinho. O furo é quase indolor, mas a dor ainda é uma sensação nova para o bebê e por isso choram.

Esse exame é realizado em grande parte nas maternidades quando o bebê completa 48 horas de vida. Antes disso, o teste pode sofrer influência do metabolismo da mãe. O exame também é feito em laboratórios.

O ideal é que o teste seja feito até o sétimo dia de vida. Basta apenas uma picada no calcanhar do bebê para retirar algumas gotinhas de sangue que serão colhidas num papel filtro e levadas para serem analisadas.

Prevenindo doenças graves – Para quem não sabe, o teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o Brasil e a simples atitude de se realizar o exame faz com que doenças causadoras de seqüelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico da criança sejam detectadas e tratadas mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

O diagnóstico precoce oferece condições de um tratamento iniciado nas primeiras semanas de vida do bebê, evitando a deficiência mental. A deficiência, uma vez presente no corpo, já não pode ser curada.

Existem diferentes tipos de exames do pezinho. O Sistema Único de Saúde (SUS) instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal, onde cobre a identificação de até quatro doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística). Mas nem todos os Estados brasileiros realizam os quatro testes.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal prevê três fases do teste do pezinho, em que os Estados devem se adequar. A primeira fase detecta as doenças fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. A segunda inclui a anemia falciforme, e a terceira fase a fibrose cística.

Versão nova do teste – Hoje já existe uma versão ampliada do teste do pezinho onde é possível identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem. Mas é ainda um recurso sofisticado e bastante caro, não disponível na rede pública de saúde.

Mesmo assim, a versão ampliada do teste do pezinho é subdividida. Geralmente, quanto maior o número de doenças detectadas, mais caro é o exame. Existem ainda exames complementares que também podem ser realizados com o sangue do papel filtro do teste do pezinho.

O exame do pezinho é essencial para o desenvolvimento da saúde do seu bebê. Não esqueça que o exame convencional é obrigatório e gratuito. Exija sempre seus direitos e faça com que sejam cumpridos.

Dicas

Não esqueça de buscar o resultado. Qualquer alteração no resultado, leve para o pediatra examinar.

Não se preocupe se tiver que repetir o exame. O teste do pezinho exige repetição para esclarecer o primeiro resultado, quando suspeito de normalidade ou quando o teste é realizado antes de 48 horas de vida.

Um resultado normal, mesmo no teste ampliado, não afasta a possibilidade de outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas. O teste não diagnostica, por exemplo, a síndrome de Down.

Fonte: Guia do bebê

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• Semana Mundial de Amamentação

Assista o vídeo: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

 

 

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